A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 25/03/2023

O Sufrágio Universal ocorrido na França durante a Revolução Francesa no século XVIII, caracteriza-se como um dos primeiros grandes passos da Humanidade na conquista dos direitos cidadãos às mulheres. Na atualidade, no entanto, o Brasil esbarra em problemas sociais que restringem a participação de mulheres, especialmente mães, no mercado de trabalho. Urge, então, que esses problemas, relacionados à perpetuação do Patriarcado na sociedade e que provocam a desvalorização materna como mão-de-obra trabalhadora, sejam resolvidos.

Primeiramente, é importante apontar como a visão patriarcal da sociedade submete as mães ao ambiente doméstico. Consoante, nesse contexto, à grande filósofa feminista Simone Debeavoir, que afirma que a mulher não nasce mulher, mas torna-se uma, é esperado socialmente matriarcas de famílias dedicadas ao cuidado integral dos filhos. Nesse aspecto, a falta de ajuda dos parceiros na função educadora desestimula a busca por cargos no mercado de trabalho, pois ao se ingressar nele, além do trabalho, a mesma acumularia a função de mãe integral, o que a sobrecarregaria.

Ademais, a desvalorização salarial sofrida pelas mulheres pertencentes ao ambiente coorporativo provoca déficit na parcela de mães atrás dessas funções. Assim, de acordo a pesquisa do IBGE que constata que a as mulheres ganham 20,5% a menos do que os homens no Brasil, as mães que conseguem adentrar nesse meio ainda não são valorizadas financeiramente e acabam não querendo participar desse mercado. Essa questão financeira, dessa forma, associada à supervalorização da função materna integral, interfere e corrobora a menor ocupação de mercado e maior ocupação doméstica.

Faz-se necessário, portanto, que as Escolas, como formadoras de indivíduos, ajudem a reverter esse cenário. Elas poderiam fazer isso por meio de um programa Mulheres no Mercado que ministraria aulas a respeito da desigualdade de gênero nesse ambiente e a necessidade de mulheres nele. Assim, seria possível ver as infantis como futuras mulheres empoderadas e os infantis como seu futuro apoio nessa tarefa.