A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 04/07/2023

Durante a história, problemas relacionados à igualdade de gênero já eram evidentes. No Brasil, por exemplo, em 1823, na Bahia, Maria Quitéria precisou se vestir de homem para poder lutar como soldado no exército brasileiro durante a busca pela independência do país. Ela possuía habilidades de combate e era boa com armas, no entanto, apesar de seus talentos não podia se alistar por ser mulher, precisando se passar por homem para conseguir conquistar um lugar no exército. Similarmente, é nítido que esse cenário histórico é semelhante à realidade, uma vez que há desafios para inserção da mulher brasileira no mercado de trabalho. Tal fato ocorre em virtude tanto da desigualdade de gênero quanto da opressão feita pelo indivíduos.

De acordo com a Constituição de 1998, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. De maneira análoga, isso não se estende ao contexto atual, haja vista que apesar da igualdade formal ser estabelecida pela Constituição, as mulheres sofrem todos os dias em sua carreira de trabalho, sendo estereotipadas como incapazes de desempenhar o mesmos papel que homens, o que resulta na desigualdade salarial. Além disso, as mulheres são sub-representadas em setores de poder e enfrentam dificuldade no desenvolvimento profissional, resultando na insegurança de mulheres que buscam cargos mais altos, levando muitas a desistirem de crescer profissionalmente por medo da rejeição. Dessa forma, acabam marginalizadas na sociedade.