A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 24/10/2024

No filme norte-americano “Barbie”, retrata-se a narrativa pelo universo simbólico feminino, que questiona as estruturas sociais do patriarcado e o papel da mulher. Assim como na ficção, é nítida a importância da mulher no âmbito trabalhista na contemporaneidade da sociedade brasileira. Logo, é uma realidade o silenciamento social ao machismo estrutural e a desigualdade de gênero.

Diante desse cenário, é evidente a omissão brasileira ao patriarcalismo. Nessa perspectiva, o filósofo Jean-Paul Sarte, afirma que existe um conceito chamado “acomodação social”, segundo o qual há alguns temas que são banidos da discussão coletiva. De maneira análoga ao pensamento de Sartre, a discussão acerca da valorização da figura feminina no mercado trabalhista, embora seja relevante para o desenvolvimento de uma social-democracia brasileira, não recebe a devida importância, haja vista o apagamento histórico da participação da mulher, bem como a falta de projetos socioeducativos sobre a historiografia feminina.

Dessa forma, não é razoável que no Brasil se perpetuem a invisibilidade da mulher.

Além disso, é válido ressaltar a assimetria trabalhista feminina. Nesse viés, de acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, afirma que o gênero é construído socialmente, com isso, limitando a mulher a um papel imposto pelo patriarcado. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Beauvoir, o Estado precisa não apenas ofertar os benefícios das leis, mas também garantir a criação de órgãos de fiscalização trabalhista com intuito da igualdade salarial, tal carência é evidenciada pela permanência da desigualdade de gênero. Desse modo, nota-se que esse fator promove uma grave ruptura na ordem constitucional democrática do Brasil.

Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que no Brasil é fundamental a relevância da mulher no trabalho. Urge, portanto, que o Ministério do Trabalho -órgão responsável pelas políticas públicas trabalhistas- faça projetos sociais sobre a historiografia da mulher brasileira e órgãos de fiscalização do trabalho igualitário, por meio de aprovações constitucionais e verbas estaduais voltadas à cidadania, para que haja no mercado trabalhista do Brasil a valorização da figura feminina. Pois, somente, assim, o papel da mulher na conjuntura social será reconhecido como em “Barbie”.