A mulher brasileira no mercado de trabalho

Enviada em 15/07/2025

A Constituição garante a igualdade entre homens e mulheres. Todavia, quando se observa os desafios enfrentados pela mulher brasileira no mercado de trabalho, infere-se que uma parcela da sociedade não está desfrutando dessa prerrogativa. Assim, é relevante dissertar sobre fatores que contribuem para esse panorama, como: patriarcado e cultura desnivelada de atribuições.

Em primeira análise, evidencia-se que a sociedade estruturalmente patriarcal influi em demasia para o prejuizo das mulheres no mercado trabalhista. De acordo com o IBGE, 74% dos cargos de liderança são ocupados por homens, ademais, só uma única mulher ocupou o cargo de presidente do Brasil. Apesar da revolução tecnológica ter comprovado que, em relação a preparo técnico não existe diferença de gênero, essa problemática da desigualdade é evidente no Brasil em relação ao campo profissional. Sob essa ótica, denota-se que a isonomia entre homens e mulheres (no quesito trabalhista) é apenas teórico.

Além disso, é importante falar sobre a cultura da divisão desproporcional de funções que existe entre os sexos. Segundo o portal Catraca Livre, mais da metade das mulheres que trabalham, precisam conciliar o trabalho com deveres domésticos ( como cuidar do filho, cuidar da casa, bancar a casa), enquanto quase 80 % dos homens se preocupam apenas em trabalhar para bancar a casa. Assim, inúmeras mulheres são profissionalmente prejudicadas em relação aos homens, inclusive, diversas delas precisam até mesmo se demitir do trabalho para se dedicarem apenas aos afazeres domésticos, criando assim, uma situação injusta em que um dos lados está em plena desvantagem.

Depreende-se, então, a necessidade de medidas para amenizar esse quadro.

Assim, precisa-se criar uma cultura de mulheres competentes e fortes. Desse modo, o Ministério da cultura precisa criar convênios com emissoras de televisões e criar novelas e filmes com temáticas de mulheres competentes, protagonistas e altamente qualificadas ,para criar na população geral a imagem de que as mulheres são igualmente capacitadas como os homens. Esses programas divulgados para milhares de pessoas vão influenciar bastante a formação psicológica de centenas de milhares de pessoas, modificando muito a cultura.