A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 20/10/2019
“Sempre quis falar, nunca tive chance e tudo que eu queria estava fora do meu alcance”. Essa frase é de Charlie Brown Junior, que deixa evidente que o jovem no Brasil não é tratado com sua devida importância. De fato, o governo vigente abstrai a nova geração e não oferece oportunidades escolares e empregatícias. Nesse sentido, é inegável que, embora os jovens sejam de suma importância para o desenvolvimento nacional, a geração nem-nem já é um desafio no país. Isso se deve não só à falta de investimento nesse grupo, como também à ditadura da felicidade enraizada na sociedade atual.
Convém ressaltar, a princípio, que a restrição do acesso à educação e centros profissionais, assim como as viabilidades limitadas dos indivíduos em discussão, ocorrem por causa da falta de compromisso do Estado brasileiro. Conforme os dados do IBGE, mais de 11 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos estão desempregados e não escolarizados. Mediante isso, é indubitável que as atividades que englobam a população juvenil não são priorizadas, uma vez que, mesmo o sistema educacional apresentando deficiências, no primeiro semestre de 2019 houve cortes de verbas das universidades e financiamentos que ajudariam milhares de estudantes. Além disso, a falta de transporte público seguro e a falta de recursos, devido a pobreza de grande parte da nação, também afastam os jovens da escola ou do mercado de trabalho e, consequentemente acentua os casos de violência.
Ademais, a falsa alegria expressa através das redes sociais influencia diretamente no comportamento de muitos cidadãos, tornando-os meros frustrados e acomodados. Segundo o filósofo Aristóteles, a felicidade é incompatível com a ociosidade, entretanto devido a Revolução Técnico-Científica e sua atuação na sociedade hodierna, muitos jovens com a ilusão de uma vida perfeita, que é vista através das plataformas digitais, entram na zona de conforto, o que os tornam despreparados para a fase adulta. Sendo assim, estes tornam-se vítimas da sua própria história e acabam se sentindo incapaz de enfrentar os desafios e fazer as mudanças necessárias para sua vida, procurando culpados para justificar sua falta de ação e seu fracasso.
Infere-se, portanto, que é imprescindível solucionar tal problemática. Para isso, com o intuito de oferecer perspectivas para a juventude brasileira, é importante que o Poder Executivo desenvolva políticas públicas eficientes, através de programas sociais, como por exemplo bolsas estudantis e investimento nos recursos de qualificação que aumentem a prospectiva dessas pessoas que não estudam e nem trabalham. Além disso, compete as mídias sociais, com seu poder de informação, incentivar os jovens à buscar e realizar seus objetivos, sendo, assim, os próprios protagonistas de suas conquistas. Feito isso, observar-se-ia um futuro extraordinário com uma geração engajada e próspera.