A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 13/10/2019
Segundo a História, os jovens quando completavam 15 anos tinham que estar empregados, não importava qual emprego, pois precisavam ajudar na renda da casa. Porém, com o passar dos anos o estudo foi sendo mais importante, o aprimoramento, para ter uma maior estabilidade financeira no futuro foi ganhando espaço. Contudo, desde a década de 90, formou-se a geração de jovens que não trabalham, nem estudam (jovens nem nem) e esse fenômeno tem crescido a cada ano, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por esse motivo, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, o ensino precário de muitas escolas não estimulam os jovens a estudar. De acordo com Paul Sartre “A educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”, em vista disso, é possível notar que no Brasil esses retornos não estão aparecendo, pois não está sendo aplicado os recursos necessários. Logo, muitos jovens não se interessam mais pela escola, devido à falta de professores qualificados, bons livros e uma dinâmica de ensino eficaz, e assim, acabam deixando os estudos.
Ademais, o mercado de trabalho está muito competitivo e exigindo qualificações, tornando assim, mais difícil um jovem conseguir uma vaga de trabalho. Segundo a teoria de Darwin, a seleção natural é um processo em que o indivíduo mais aprimorado para aquele habitat é o que sobrevive e consequentemente, os outros morrem. Desse modo, também acontece com esse grupo da sociedade, que só conseguem o trabalho se possuem as qualificações necessárias para este. Com isso, o número dessas pessoas que ficam sem serviço aumenta e porventura entram na lista dos jovens “nem nem”.
Em suma, é necessário combater o alto índice dos juvenis que não trabalham e não estudam. Logo, cabe ao Ministério da Educação liberar mais recursos para o treinamento de professores, para proporcionar um ambiente de estudos adequados e para comprar livros didáticos melhores, por meio da reorganização das finanças destinadas à educação, assim os jovens serão mais incentivados e terão mais condições para aprender. Outrossim, cabe ao Governo em conjunto com as empresas, proporcionar cursos de qualificação em curto prazo, por meio de palestra e aulas online, para que todos os jovens tenham oportunidade de se aprimorar e conseguir uma vaga de trabalho. Assim, a História terá um novo capítulo, onde todos os jovens terão empregos e estudo.