A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 11/10/2019
De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançando na sociedade. Essa visão, embora correta, não é efetivada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, posto que, se tornou frequente os altos índices de jovens que não estudam e nem trabalham, o que rompe com a harmonia de equilíbrio social. Isso ocorre, ora em função das dificuldades nos âmbitos familiares, ora pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Assim, hão de ser analisados tais fatores afim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
A priori, é imperioso destacar que o abandono infantil dos meios escolares nas séries inicias, é fruto da má conduta dos responsáveis pelo indivíduo. Isso ocorre porque, os pais, primordialmente, são encarregados da educação da criança, e um lar desestabilizado compromete sua aprendizagem. Tal evidência é corroborada pela teoria da Tábula Rasa defendida pelo teórico John Locke que ratificada a noção de que nascemos como uma folha em branco e a ás preenchemos através das experiências vivenciadas. Sendo assim, é de fácil percepção que o jovem é influenciado pelo meio em que vive e, muitas vezes, são levados á se desintegrar do campo estudantil, seja por amparo financeiro familiar, seja pela ausência de uma orientação adequada, visto que,o indivíduo não possui ainda discernimento racional suficiente.
Outrossim, é imperativo pontuar, que o aumento dos índices do adolescente que não estuda e não trabalha, deriva, ainda da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de métodos que coíbam tais ocorrências. Isso se torna mais claro, por exemplo, em estudos que revelam que já são mais de 13,1 milhões de desempregados no país, com conseguinte, desses, já são 23% dos jovens, maiormente, em busca de melhores condições de vida e auxílio familiar. Ora, se o governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se assim, o porquê de sua continuação. Desse modo, faz-se mister, reformulação dessa postura estatal.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir nas escolas, desde a tenra idade, programações de pais e filhos, pregando a importância do estudo no lar e no âmbito estudantil, uma vez que, são influenciados pelo meio em que vivem. Urge, ainda, o Governo deve impor projetos e leis de menor aprendiz nas empresas, com carga horária de meio período, para que também possam auxiliar nas despesas familiares, além de tornar como prioridade a inserção das classes mais baixas no mercado de trabalho, os preparando para as necessidades do mercado, gerando mais empregos e afastando cada vez mais o jovem dessa responsabilidade e preenchendo sua folha em branco experiências e adquirindo conhecimento na transformação de um cidadão.