A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

No contexto socioeconômico brasileiro, os índices de jovens que nem estudam e nem trabalham alcançou marcas alarmantes, fato que impacta no futuro dessas pessoas e do país. É notório que diversos problemas sociais como a baixa qualidade da educação pública, pobreza e a desigualdade de gênero, contribuem no crescimento desse entrave. Atrelado a isso, tem-se a falta de infraestrutura e a grave crise econômica que assola o estado. Desse modo, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é importante salientar que as mazelas sociais que ainda atingem a população brasileira contribui para o avanço dessas taxas na sociedade. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 23% dos jovens do país não trabalham e nem estudam, isso se deve em grande parte ao sucateamento da educação pública, que afeta diretamente os pobres e dificulta o ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho. Além disso, pode-se citar também que, ainda segundo o Ipea, 73% desse grupo nem-nem são mulheres, já que a desigualdade de gênero e o papel imposto pela cultura machista impactam no desenvolvimento feminino. Atrelado a isso, tem-se o aumento dos índices de gravidez precoce, que as afastam da escola e também das oportunidades econômicas. Com isso, nota-se que esses entraves comprometem a vida dessa parcela populacional.

Em segunda instância, é necessário analisar que a precária infraestrutura do país em diversos âmbitos dificulta a queda desses índices. Nessa perspectiva, fica claro que a desigualdade social gera regiões com poucas escolas, creches, hospitais e transporte de baixa qualidade, fato que impacta no desenvolvimento dos jovens dessas áreas vulneráveis. Outro fator relevante é a grande crise econômica instalada em meio nacional, que elevou o número de desempregados na sociedade, bem como resultou no corte de verbas por parte do governo e retirada de programas assistenciais. Assim sendo, nota-se que esse entrave impacta diretamente na futura população economicamente ativa do Brasil e gerará problemas sociais ainda maiores no futuro.

Portanto, é possível inferir que a educação precária e os problemas sociais, como a marginalização e a desigualdade de gênero, são as principais causas do aumento desse entrave. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da Educação promova uma reforma educacional no país que facilite o ingresso em escolas e faculdades, com melhores infraestruturas e planos de ensino que debatam questões sociais e estimulem os alunos a se graduarem e profissionalizarem, por meio de palestras, peças teatrais e filmes. Outrossim, é necessário que o governo combata a desigualdade social, por meio da reintegração dos programas assistenciais, melhorias de estrutura em regiões carentes e novos projetos de inserção no mercado para jovens. Desse modo, essa mazela atingirá menores proporções.