A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/10/2019

Leonardo da Vinci, renascentista italiano, foi , dentre outros coisas, engenheiro e pintor. Entretanto, no contexto atual, percebe-se, após examinar a formação cidadã do jovem brasileiro, um cerceamento das oportunidades individuais. Isso se explica, por exemplo, ao observar a existência da chamada geração ´´ nem, nem´´, a qual se caracteriza por adolescentes que não trabalham, tampouco estudam. Diante disso, nota-se que esse contexto se deve, principalmente a má qualidade do ensino no país, bem como falhas em algumas políticas de empregabilidade.

A princípio, mesmo que a filosofia existencialista de Sartre afirme que o homem está, paradoxalmente, condenado a ser livre, quando se analisa a qualidade educacional do país, percebe-se, não apenas um cerceamento das oportunidades individuais, mas também um desrespeito a direitos básicos. Em vista disso, o Art 6 da Constituição Federal de 1988 assegura, dentre outros aspectos, um ensino completo e condizente com os anseios do mercado de trabalho. Contudo, é visto, cada vez mais, um despreparo técnico e emocional do jovem, principalmente ao se deparar com entrevistas de emprego. Como exemplo, mais da metade dos empresários do setor privado se queixam da falta de qualificação na hora de contratar um menor aprendiz, conforme a revista Veja. Consequentemente, as dificuldades de se inserir no mercado potencializa o fenômeno da geração ´´nem, nem´´.

Além disso, é importante avaliar algumas falhas em políticas públicas de empregabilidade como fator preponderante no aumento de jovens desocupados. A esse respeito, embora existam programas sociais que visam a inserção dos menores no ambiente de trabalho como ´´ Jovem aprendiz´´, ainda se percebe certos obstáculos à efetivação dessa prática em sociedade. Nesse contexto, sob a ótica sociológica do escrito Jorge Amado, a juventude, muitas vezes, não cultiva de todas as oportunidades sociais.Nesse sentido, nota-se nessas ações coletivas uma seleção e certa especificidade de alunos que são incompatíveis com a democratização do acesso ao emprego, principalmente por privilegiar poucas vagas, bem como critérios de seleção pouco contundentes com a realidade do estudante.

Logo, é necessário a busca de medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, compete ao Ministério da educação criar mecanismos sociais que visam, não apenas a inserção do jovem em uma ocupação, mas também garantam meios de ascensão e capacitação profissional. Isso poderá se materializar mediante alterações na grade curricular estudantil, em que se coloque e aborde disciplinas sobre o mercado de trabalho com a presença de tutores na área de gestão de recursos humanos para potencializar a qualificação técnica do jovem. Tudo isso com intuito de maximizar as potencialidades individuais das novas gerações e atenuar o numero de menores destituídos dos estudos e do trabalho.