A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Dois a cada 10 jovens não estudam nem trabalham do Brasil. Uma pesquisa  do IPEA (instituto de pesquisa Econômica  Aplicada) revela que 23% (dois em cada dez) dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam, são os chamados jovens nem-nem. A maior parte desse grupo são mulheres de baixa renda. O número corresponde a um dos maiores percentuais de jovens nessa situação entre nove países da América Latina e do Caribe. Outros 49% dos jovens se dedicam exclusivamente a estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo.

As razões para o significativo percentual de jovens nem-nem, de acordo com o estudo, são problemas com habilidades cognitivas e sócio emocionais, falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outros. Próximos ao número do Brasil estão o México, com 25% de jovens que não estudam nem trabalham, e El Salvador, com 24%. No outro extremo está o Chile, onde apenas 14% dos jovens pesquisados estão nessa situação. A média para a região é de 21% dos jovens, o equivalente a 20 milhões de pessoas, que não estudam nem trabalham.

De acordo com a pesquisa, embora o termo nem-nem possa induzir à ideia de que os jovens são ociosos e improdutivos, considerando todos os países pesquisados, 31% dos jovens nem-nem estão procurando trabalho, principalmente os homens. E mais da metade (64%) se dedica a trabalhos de cuidado doméstico e familiar, principalmente as mulheres. “Ou seja, ao contrário das convenções estabelecidas, este estudo comprova que a maioria dos nem-nem não são jovens sem obrigações, e sim que realizam outras atividades produtivas”, diz a pesquisa. Apenas 3% deles não realizam nenhuma dessas tarefas nem têm uma deficiência que os impede de estudar ou trabalhar. As taxas são mais altas no Brasil e no Chile, com aproximadamente 10% de jovens aparentemente inativos.

Por tanto é necessário que haja politicas de apoio e estágios para jovens em situação de risco (jovens com baixa renda, com histórico de desemprego familiar), além de apoio para mulheres que acabam engravidando cedo de mais graças a N situações. Os atuis jovens do Brasil são o futuro da economia, sem solução para esse problema o futuro da economia do Brasil estará em um risco sério.