A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 12/10/2019
Decretado pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação, condições justas de trabalho e a proteção contra o desemprego. Porém, os índices de jovens que não estudam e não trabalham são relevantes, confirmando que na prática esse direito universal, não se aplica a todos. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
De fato, a educação é o principal fator impulsionador no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial, seria coerente acreditar que o Brasil possuí um sistema público de ensino eficaz. Contudo, a realidade é outra, e o resultado desse contraste está claramente refletido no cenário brasileiro. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), mostra que mais de 20% dos jovens brasileiros não trabalham e não estudam. Notando-se, portanto, o déficit do Brasil na educação dos jovens, fator que atingi diretamente a economia.
Ademais, é importante destacar que com a terceira revolução industrial, a mão de obra menos qualificada tem sido substituída constantemente. De acordo com uma pesquisa feita pelo instituto global Makinsey, até 2030 os robôs tomaram cerca de 800 milhões de empregos. Nesse sentido, percebemos, que devido o avanço tecnológico, os jovens buscam, cada vez mais conhecimento, com o objetivo de acompanhar as exigências do mercado de trabalho, em contraste percebemos que nem sempre isso é possível devido ao pouco investimento na educação, por parte do Governo.
Portanto, medidas são necessárias para aumentar a presença dos jovens no mercado de trabalho e nas universidades. Sendo assim, necessário, que o Ministério Público (MP), certifique-se que está sendo cumprido os direitos sociais, por intermédio do Governo Federal, que será transformado em projetos sociais beneficentes, mais oportunidades de estudo e emprego para os jovens, através da dura fiscalização do MP. Desse forma, o Brasil proporcionaria a maior aparição dos jovens tanto no mercado de trabalho como nas instituições qualificadoras de mão de obra.