A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 13/10/2019

O Japão enfrenta problemas com pessoas identificados como “Hikikomori”, que devido a forte cobrança cultural japonesa, se isolam do resto da sociedade, isto é, abandonam os estudos e o trabalho. Analogamente, o Brasil sofre do fenômeno “nem-nem” cujas mesmas consequências do hikikomori são notadas, entretanto, com causas divergentes. Logo, é necessário combater essa problemática.

Em primeira análise, esse contingente de jovens está em um cenário de crise econômica que recorre a reformas - como a da previdência. Assim, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018, 23% dos jovens entre 15 e 29 anos está estagnada, pela falta de emprego e consequentemente renda que paguem estudos. Dessa forma, não contribuem com a População Economicamente Ativa (PEA), agravando o cenário financeiro atual.

Além disso, novamente conforme ao IBGE, a maioria dos nem-nem são mulheres. Todavia, o dado é reflexo do papel social feminino enviesado, visto que, a elas é resignado os afazeres domésticos e a maternidade que as distanciam do mercado de trabalho e dificultam a continuidade dos estudos; movido, então, pela limitação de tempo e segregação da empregabilidade, na qual a diferença salarial é 20% entre gêneros depois do nascimento de um bebê - de acordo ao National Boreau of Economic.

Nesse contexto, após reconhecidas as causas de encontro à questão japonesa, visa-se ao combate da problemática, sendo então imperioso à União - por meio de políticas públicas - ampliar a oferta de cursos técnicos e de graduação, financiando também os estudantes em situação vulnerável para que possam manter-se, bem como a disponibilização de mais creches a qual permitam as mães obterem independência e o tempo requeridos para ingressar no mercado de trabalho. Em suma, com tais medias será possível reduzir as taxas de estagnados, aumentando a PEA e reduzindo o déficit financeiro nacional.