A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 13/10/2019

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade funciona semelhante a um “corpo biológico”. Por essa lógica, todos os indivíduos são igualmente importantes para a manutenção do bem-estar de todo o conjunto. Contudo, observa-se que no Brasil, as desigualdades de gênero, bem como a inercia do governo na promoção do bem-estar social, acarretam em sérios problemas sociais que tem como principal sintoma o aumento no número de pessoas desocupadas no país.

A princípio, é importante ressaltar que a mentalidade patriarcal existente na sociedade brasileira aumenta os índices de pessoas desocupadas. Historicamente, as mulheres só garantiram, tardiamente, seus direitos de participação democrática no período de 1930, Governo Vargas. Nesse contexto, essa desigualdade de raízes históricas força as mulheres a uma posição de donas de casa, impedindo que elas possam trabalhar e estudar. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as mulheres são as maiores vítimas da desocupação no Brasil. Dessa forma, os dados refletem essa desigualdade que gera inúmeros problemas, visto que as mulheres poderiam estar contribuindo para ciência e para o aumento de produção econômica do País.

Outrossim, é dever Constitucional do Estado, como promotor de políticas econômicas, garantir o desenvolvimento econômico do País. Consoante Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para tomar as melhores decisões em prol da felicidade dos cidadãos. No entanto, percebe-se que as políticas educacionais e econômicas do governo brasileiro não estão de acordo com Aristóteles, uma vez que geram jovens desmotivados com a educação e com o mercado de trabalho. Um exemplo disso são os cortes de verba para educação pública que quando aliado com a crise econômica vivenciada pelo país, reduz as expectativas dos brasileiros em buscar melhores oportunidades e contribuir com a nação.       Infere-se, portanto, que é necessário que o Poder Legislativo, promova através de uma emenda constitucional, a criação do “Pacote do emprego e educação”. Essa medida deverá conceder descontos fiscais, a fim de estimular a ação, para empresas que tiverem em seu quadro laboral um número igual de homens e mulheres. Além disso, essa lei deverá promover o investimento na ampliação de vagas em escolas e universidades públicas, de forma igualitária para homens e mulheres. Dessa maneira, é possível garantir que o corpo biológico brasileiro elimine as desigualdades de gênero e utilize seu ao máximo o potencial produtivo das pessoas que estão desocupadas.