A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 13/10/2019
Na sociedade brasileira, embora exista intento dos governantes em evoluir no contexto social, ainda é tímida, infelizmente, a sensibilização governamental acerca dos altos índices de jovens que nem trabalham e nem estudam no Brasil. Nesse sentido, existem fatores que favorecem esse quadro antagônico e insatisfatório, como a carência de políticas públicas eficientes, do setores oficiais, e o baixo nível educacional, ofertado a parcela majoritária da nação.
A princípio, pode-se mencionar a Lei do Menor Aprendiz, sancionada no ano de 2000, a qual tem o objetivo de garantir a inserção de jovens no mercado de trabalho. No entanto, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, o que evidencia, pois, que medida como essa ainda é insuficientemente incapaz de atenuar os elevados índices de jovens que não trabalham no Brasil, uma vez que a crescente resseção econômica, que o país vivencia desde 2014, tem não só afetado o próprio mercado de trabalho brasileiro, como também demonstra instabilidade para a inserção desses indivíduos. Diante disso, faz-se necessário que o Estado entenda os efeitos dessa atual conjuntura para o futuro.
Além disso, uma analogia com a educação libertadora, proposta pelo filósofo e educador brasileiro Paulo Freire, é possível entender que o que ocorre no Brasil é fruto da baixa qualificação educacional ofertada pelo Estado. Sob essa perspectiva, pode-se afirmar que a educação básica ainda padece do descaso governamental, o que dificulta a especialização dos jovens para o mercado de trabalho, e a integração desses indivíduos no ensino superior, de modo a garantir perspectivas positivas para o atual cenário brasileiro. Logo, é indispensável que subterfúgios sejam encontrados para que esse quadro desagradável não perdure.
Diante do exposto, urge que o Estado, por meio do Ministério da Educação (MEC), estruture a atual grade curricular brasileira com cursos profissionalizantes, a fim de garantir a integração dos jovens brasileiros no mercado de trabalho. Ademais, o Estado deve, em parceria com o MEC, aperfeiçoar o ensino básico, com a finalidade de ofertar a esses indivíduos perspectivas maiores no ensino superior. Feito isso, tais problemas serão cada vez menos recorrentes no Brasil.