A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/10/2019

No filme “A sociedade dos poetas mortos”, com a chegada de um novo professor de literatura com métodos poucos convencionais. John Keating, ensina a seus alunos a pensar e querer mudar sua vida por meios de poemas. Fora de ficção, os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham é um dos problemas que o Brasil tem que administrar, combater e resolver. Isto posto, nota-se que o país possui ausência de políticas públicas e possibilidades negadas pela falta de condições financeiras.

Em primeiro plano, é importante destacar que a falta de políticas públicas que assegurem que os jovens tenham acesso à educação é pertinente no Brasil. Sobre isso, o Brasil possui 2.486.245 crianças e adolescentes de 4 e 17 anos fora da escola, segundo levantamento feito pelo Todos Pela Educação. De maneira análoga, é notório a ineficácia do sistema acerca desse problema, visto que a ordem social deve assegurar que todos os indivíduos de uma sociedade possuam o mesmo direitos e acesso, perspectiva defendida por São Tomás de Aquino. Partindo dessa verdade, o então direito assegurado pela Secretária da Educação é amputado e o abismo entre desigualdades torna-se, portanto, maior.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a carência financeira também é culpada por acarretar esse problema, segundo a cientista social alemã, Miriam Müller, algumas condições relacionadas à pobreza produzem um conjunto de barreiras difíceis de superar. Com base nisso, nota-se que pessoas com problemas financeiros apresentam característica fora da normalidade de uma determinada sociedade e são excluídos e deixados numa periferia social como defende Howald Becker em sua obra “Outsider”. Nesse espectro, o que deveria caracterizar os diversos “Brasis” dentro da mesma nação é motivo de preocupação e são necessárias alternativas concretas para a resolução desse empasse.

Em suma, o Estado, por seu caráter socializante e abrangente deverá promover políticas públicas que visem garantir o acesso à todos e através dos 3 poderes deverá, impulsionar, de maneira efetiva, a quebra de barreiras relacionadas a educação; o MEC (Ministério da Educação), deverá incluir métodos que garantam ao adolescente, ter acesso à educação; a mídia, com seu papel informativo, deverá difundir campanhas que sugerem ao interlocutor que mesmo sem condição financeira não deve-se abandonar a escola, visto que a educação tem um grande papel na sua jornada de vida. Somente assim, será possível combater a passividade do tema, tirando os problemas do caminho, formar-se-á um país melhor.