A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 16/10/2019
‘‘A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos’’.Na frase da filosofa Hannah Arandt retrata sobre um problema existente na sociedade contemporânea:os altos indicies de jovens que e nem estudam e nem trabalham no Brasil, pela dificuldade nesses direitos.Sob esse aspecto, a falha nas políticas públicas contribui diretamente para essa problemática.Por isso, essa realidade constitui um desafio a ser resolvido pelo Estado.
Primeiramente, vale destacar que a educação é essencial para a formação da civilização e para preparar os indivíduos para o mercado de trabalho.Sob esse viés, a proposta de conclusão escolar está diretamente relacionada com a oportunidade.Contudo, segundo dados divulgados pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 46% dos recém-formados se encontram em situação de desemprego no Brasil.Diante dos fatos, se torna evidente o descreditar, por parte dos jovens,em efetivar a formação escolar, pela falta de opções trabalhistas.Sob essa lógica, é essencial que o Governo atue com medidas de melhorias para o quadro atual do Brasil.
Ademais, é importante mencionar que os jovens são os mais afetados com a queda da economia de um país.Sob essa premissa, a falta de emprego e a disputa por vagas com pessoas mais velhas,que são mais acolhidas pelos grandes empresários, torna difícil a entrada dos jovens no mercado de trabalho, pela falta de experiencia profissional.Assim, desvalorizados os jovens se acham sem direitos trabalhistas,logo, isso pode agravar ainda mais o quadro da ‘‘geração nem-nem’’(jovens que nem trabalham e nem estudam), já evidente no Brasil. Diante disso, é de suma importância que o Estado estabeleça projetos de valorização e integração social dos jovens no mercado de trabalho.
Portanto, para que o Brasil se torne um país de oportunidade estudantil e trabalhista para os jovens de acordo com a constituição de 1988, o Estado deve criar projetos de incentivo fiscal as multinacionais para empregar jovens na fase de aprendizagem profissional recém concluídos no ensino médio e superior, visando oferecer-lhes experiencia profissional e, assim, incentivar muitos outros a continuar a formação escolar.Ademais, o Governo poderia atuar nas escolas públicas, por meio do Ministério da Educação, oferecendo-lhes cursos profissionalizantes em áreas técnicas(mecânica, informatica, entre outros), e treinamento de Marketing Pessoal, como alternativa de segurar os jovens na escola e prepara-los para enfrentar o mercado de trabalho.Para que assim, a ‘‘geração nem-nem’’ se torne somente um mito e que não seja vigente na sociedade contemporânea.