A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/10/2019

Segundo o pensamento do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade. Esse cenário contribui para a análise da problemática contemporânea dos jovens que nem estudam e nem trabalham, haja vista que a desigualdade social marcante no Brasil perpetua essa. Desse modo, existem fatores que favorecem a existência desse entrave, como a pobreza e o acesso a oportunidades de forma heterogênea, além da precariedade da educação pública .

Primeiramente, a pobreza emerge como influenciadora dessa problemática. Assim, verifica-se de acordo com uma pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a maioria dos integrantes da ‘‘Geração nem-nem’’ são de baixa renda. De maneira análoga, a concorrência do mercado de trabalho atrelado as desigualdades socias, preocupantemente, paralisam esse jovens.

Consoante aos fatos expostos, a educação apresenta-se como fator que auxilia a permanência dos jovens nem-nem no país. Sob esse ângulo, o precário sistema educacional público não incentiva a parcela juvenil da população a traçar e desenvolver um objetivo através da educação. Em voga, o panorama atual dessa desestimula-os. Faz-se imprescindível, logo, a dissolução dessa conjuntura.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse impasse, provocado pelos elevados índices de jovens que nem estudam e nem trabalham. Dessa forma, cabe as escolas, responsáveis, primordialmente, pela orientação profissional, estimular, por meio de palestras o protagonismo deles em suas vidas, proporcionando diretrizes que  incentive-os a trabalhar ou seguir na vida acadêmica. Com tais implementações, o Brasil poderá superar a ‘‘Geração nem-nem’’ e caminhar rumo a um futuro promissor.