A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 14/10/2019
É notório que o ciclo vivenciado pelos seres humanos baseia-se no desenvolvimento biológico acompanhado do social e econômico. Dessa forma, espera-se dos cidadãos o desenvolvimento socioeducativo básico para que, posteriormente, se tenha cidadãos ocupando a PEA (população economicamente ativa). Entretanto, hodiernamente, os jovens brasileiros estão interrompendo esse ciclo, visto que de acordo com o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) 23% dos jovens do Brasil não trabalham nem estudam. Fatores governamentais e sociais influem nesse contexto que precisa ser mitigado.
Em primeira análise, nota-se a evasão escolar, fator intrínseco e concomitante às políticas governamentais, como influenciador da situação dos jovens brasileiros, uma vez que a falta de escolarização dificulta a inserção dos jovens no mercado de trabalho. Nesse contexto, dados do IBGE dizem que 11,8% dos jovens estavam fora da escola em 2018, assim, é preciso que o governo tome medidas para solucionar essa problemática, já que a facilitação ao ensino público, por conseguinte, geraria jovens capacitados ao mercado.
Ademais, fatores sociais também contribuem para o contexto juvenil, visto que em periferias e regiões mais pobres do Brasil a educação se encontra sucateada e a oferta de emprego fica restrita aos mais capacitados. Dessa maneira, é preciso atuar na área de educação básica, já que tal qual foi afirmado por Kant " o homem é aquilo que a educação faz dele".
Destarte, é mister que o Ministério da Educação, órgão responsável pela administração dos assuntos educacionais brasileiros, reorganize as verbas educacionais por meio da inserção do dinheiro em regiões mais necessitadas e também amplie a oferta de ensino técnico a fim de se inserir os jovens no mercado de trabalho. Os poderes midiáticos podem incentivar por meio de propagandas a inserção dos jovens ao ensino básico e técnico. Assim, a PEA poderá crescer efetivamente e a educação poderá criar cidadãos mais capacitados tal como afirmou Kant.