A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 14/10/2019

A constante crise que assola o Brasil desde o início da década de 2010 tem afetado jovens diretamente e indiretamente. Logo, proporcionalmente com o aumento da crise, está o aumento de jovens desocupados, sendo que estes nem trabalham e nem estudam. Dessa forma, essa questão também pode estar relacionada com a  renda e o gênero.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a pobreza é uma das razões para esse cenário. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, cerca de 4 a cada 10 jovens que não trabalham e nem estudam são mulheres de baixa renda. Assim, nota-se que essas jovens figuram entre os principais afetados pelo fato de serem mães. Com isso, há a necessidade da entrada de políticas públicas, com a criação de novas creches, que contribuiria para que a jovem tivesse tempo para estudar ou trabalhar.

Diante desse cenário, para integrar no mercado de trabalho, o jovem precisa obter certos conhecimentos e habilidades. Esses conhecimentos podem vir de uma graduação ou curso técnico. Desse modo, nota-se a importância de escolas técnicas, as quais desenvolvem habilidades dos alunos, ajudando a se autoconhecer e encontrar sua área no mercado de trabalho, além da evolução na parte socioemocional e trabalho em equipe.

Portanto, esse quadro está diretamente relacionado às políticas públicas. Assim, o Governo Federal, junto com o Ministério da Educação, deve ampliar programas como o Jovem Aprendiz, que inserem os jovens no mercado de trabalho em parceria com a iniciativa privada. Necessita, também, investir na educação média, para melhor desenvolver habilidades cognitivas e socioemocionais, junto com o melhoramento da infraestrutura, como a construção de mais creches e escolas técnicas. Diante disso, deixaria os jovens mais bem preparados, dando oportunidades sem olhar gênero nem grupo social.