A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 18/10/2019
O desemprego, algo recorrente desde as primeiras crises, como a de 1929 e muitas outras, afeta a população brasileira nos dias atuais. Logo, em conjunto, vem acompanhado da falta de oportunidade de estudos técnicos e superiores, que afeta jovens que nem estudam e nem trabalham, e são chamados jovens nem-nem. Tais problemáticas tem como fatores influenciadores a discriminação de gênero e a carência em investimentos na educação.
Segundo pesquisas feitas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPAE), 23% dos jovens fazem parte do nem-nem e 66% deles são mulheres. Logo, isso faz com que o patriarcado volte e o direito da mulher seja como o de antigamente, nenhum. Nesse cenário, o empoderamento do homem e a exclusão da mulher no mercado de trabalho aos poucos, foge aos direitos cívicos de igualdade a todos e, por isso, deve-se fazer algo para reverter tal situação.
Também é válido ressaltar a problemática no setor de investimentos na área educacional, que está em déficit. Segundo o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não pode mudar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. De maneira análoga, se falta educação e disponibilidade a um ensino técnico e superior a todos os cidadãos, a economia e o país não crescem. Desse modo, deve-se reivindicar por ações do governo nesse setor para que isso possa ser alterado.
Evidencia-se, portanto, que esses problemas devem ser mitigados pois causam riscos para o futuro do país. Logo, cabe ao Poder Legislativo, a criação de leis mais rígidas, que irão obrigar a todas as empresas a empregar mulheres, para que elas possam ter mais oportunidades no mercado de trabalho. E em conjunto ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, a criação de mais faculdades e escolas técnicas, fazendo com que haja mais vagas disponíveis aos jovens e assim formando mais trabalhadores capacitados. Feito isso, a sociedade brasileira se tornará uma nação um pouco mais igualitária.