A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 15/10/2019

A série de televisão The Walking Dead, mostra uma realidade em que o mundo sofre com um apocalipse zumbi, que faz com que as pessoas desistam de tudo, casa, trabalho e estudo para tentarem sobreviver. Entretanto, essa realidade não está muito distante da qual se vive no Brasil. Atualmente, uma das maiores preocupações é o aumento de quase 3% de jovens que não trabalham nem estudam, em relação ao ano de 2016. A propósito, esse aumento pode estar vinculado à dificuldade de ingressar no mercado de trabalho e de se manter nas escolas.

Na atualidade, ter experiência em alguma área torna o indivíduo mais capacitado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego entre os trabalhadores de 18 a 24 anos é de 26%, mais que o dobro da taxa da população em geral. Afinal, capacitar uma pessoa que ingressa no mercado de trabalho custa caro, assim, o mercado opta por aqueles que já possuem alguma experiência profissional.

Ademais, a falta de acesso a transporte ou gravidez na adolescência pode influenciar na evasão escolar. Segundo o IBGE, 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola e 2018. De acordo com uma pesquisa feita pelo Ministério da Educação (MEC), 18% das meninas que pararam de estudar tiveram a gravidez como principal motivo.

Dessa forma, medidas precisam ser tomadas para diminuir o índice de jovens que não trabalham e nem estudam no Brasil. O MEC, junto de empresas, deve realizar programas gratuitos para os jovens que estão nessa situação, e para aqueles que possuem tendência de fazerem parte desse índice. Esses programas serão responsáveis por direcioná-los a estágios, acompanhados de cursos semanais que darão experiência e auxílio no trabalho em diferentes áreas. Além de oferecer vale transporte e alimentação que ajudarão na permaneciam deles nos programas. Agindo assim e pensando nas palavras de Mahatma Gandhi, “o futuro depende do que é feito no presente”, no futuro o índice de jovens que nem trabalham nem estudam terá diminuído.