A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 15/10/2019

“Nem estudo, nem trabalho”

No livro Capitães da areia, de Jorge Amado, é mostrada a realidade de um grupo de garotos marginalizados, sem acesso à educação básica e que furtam para a sua subsistência. Lamentavelmente, uma parte considerável dos jovens brasileiros também não são equiparados a outros com acesso a um ensino de qualidade, e que consequentemente há dificuldade ao adentrar no mercado de trabalho.

A priori, o artigo 205 da Constituição de 1988 garante, por meio do Estado, o acesso e incentivo à educação para a preparação do jovem como cidadão e trabalhador qualificado em sociedade. Entretanto, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revelou o quadro alarmante de 23% de jovens nos quais não estudam e não trabalham, prejudicando não só a economia como também a qualidade de vida.

A posteriori, deve-se atentar aos motivos da problemática, como a evasão escolar para o sustento familiar e dificuldade geográfica - acesso e transporte. Além disso, o maior público afetado são as mulheres, com uma dupla jornada de trabalho, falta de incentivo da sociedade ou uma possível gravidez; fatores nos quais afetam o ambiente escolar, o trabalho e vida pessoal.

Portanto, urge o aprimoramento do ensino de base de forma mais igualitária. Por isso, o Ministério da Educação deve promover cursos nas redes estaduais e virtuais de forma gratuita e de qualidade, com enfoque interdisciplinar, além de voltado ao mercado de trabalho para a plena preparação do jovem como cidadão e profissional. Assim, ao sair do ensino médio, a realidade do “nem estudo, nem trabalho” ficará no esquecimento.