A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 15/10/2019
Na atual sociedade, o número de jovens que não estudam e nem trabalham vêm aumentando nos últimos anos, como mostra a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na qual revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, diferentemente de 2016, onde o número era de 21,8%. Nesse contexto, fica nítido um grande problema social vivido no Brasil, onde eles estão cada vez mais desmotivados pelos problemas socioeconômicos do país, como, por exemplo, a alta taxa de desemprego, que segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 11,8%, os deixando sem perspectivas. Ademais, outro fator que corrobora para a desistência dos estudos é a falta de dinheiro para se manter, ou no caso de universidades particulares, a impossibilidade de pagar as mensalidades, fazendo com que desistem da busca por um futuro melhor, seja através do trabalho ou do estudo.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que sem investimento nos jovens, nenhum país pode prosperar, principalmente, no que diz respeito aos estudos, pois, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. No entanto, na realidade atual, tem-se visto o descaso dos governantes com a educação, principalmente, em relação aos mais pobres, dado que são eles que tem mais dificuldade de acesso a educação, criando-se, assim, um ciclo socioeconômico de difícil rompimento, porquanto as futuras gerações estão condenadas as mesmas adversidades se nada mudar.
Em segundo lugar, outra dificuldade enfrentada pelos jovens, é no que diz respeito ao trabalho, tendo em vista a grande dificuldade de conseguir um emprego, pois, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), o desemprego ao longo prazo afeta os mais fortemente. Nessa perspectiva, fica evidente os motivos pelos quais eles não ingressam ao mercado de trabalho e de estudos, acarretando um número de 6,6 milhões de “nem-nem”, segundo dados do Bradesco, com base no Pnad, gerando um grande problema social no país, tendo em vista que, os mais jovens são os mais prejudicados quando o país entra em crise, seja no âmbito profissional ou educacional.
Portanto, é de extrema importância que o Governo, junto ao Ministério da Educação tomem medidas, tais como o aumento de verba para a implementação de bolsas de estudos aos alunos de ensino médio mais pobres, além de ampliá-las aos universitários de baixa renda, evitando, deste modo, que ambos abandonem os estudos. Outra medida cabível seria por parte do Ministério da Economia, como, por exemplo, na criação de novas vagas para jovem aprendiz e de estágio remunerados, podendo, desta maneira, dar mais oportunidades aos jovens de conseguir um emprego