A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 15/10/2019

Segundo dados do IBGE, torno de 20% da juventude brasileira apresenta-se desocupada, de tal forma que ficaram conhecidos como a geração dos ‘’nem-nem’’. No entanto, para que esta situação mude de patamar é necessário analisar o contexto de vida no qual estes jovens estão contidos e com base nisso poder orienta-los, sendo a escola o melhor agente escolhido para esta tarefa.

E o contexto em que vivem se dá por uma sociedade rodeada por ‘‘vidas perfeitas’’ nas redes sociais e pressionada pelos mais velhos, que já haviam conquistado tantas coisas quando tinham a mesma idade. A escola por sua vez, gera mais problemas, cobrando conhecimentos que os alunos não conseguem assimilar com a realidade, submergindo-os desta forma à um nilismo negativo e angustiante.

Uma boa alternativa a este nilismo negativo, aparece na valorização que o filósofo Karl Marx dá ao trabalho em sua obra ‘‘O Capital’’, onde o indivíduo pode alcançar o autorreconhecimento através do produto de seu trabalho embora o autor faça algumas críticas à linha de produção capitalista. E este reconhecimento, no livro é tratado como o que diferencia o homem dos animais dando-lhe sentido à vida.

Em conformidade à analise apresentada, o Ministério da Educação que sempre deve focar no desenvolvimento intelectual e profissional, poderia implantar cursos técnicos integrados aos dois últimos anos do ensino médio das escolas públicas, de acordo com a escolha do aluno à área de maior vocação e identidade, a fim de causar maior entendimento dos mesmos. Com isto, seria criado um maior reconhecimento e sentido na escolha dos alunos, além de facilitar sua entrada ao mercado de trabalho.