A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Durante a última década, o termo “nem nem” foi bastante difundido mundialmente para se referir a jovens que nem estudam e nem trabalham. Atualmente, esse fenômeno também ocorre no Brasil em níveis preocupantes, causando prejuízos para a vida desses jovens, e deve ser combatido.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 20% dos jovens brasileiros entre 15 e 29 anos se enquadram nessa situação. Dentre os fatores que contribuem para esse cenário, destacam-se barreiras sociais, visto que  a maioria dos jovens “nem nem” é de baixa renda; educacionais, pois muitos deles ou abandonam a escola antes de concluir o ensino médio, pois não vêem atrativos e nem recompensas para continuar os estudos, ou, quando concluem, não ingressam ou concluem o ensino superior; e econômicas, a exemplo a atual crise financeira e os altos índices de desemprego.

Essa realidade é extremamente prejudicial para os jovens, visto que afeta suas perspectivas de vida. Isso ocorro porque, de forma geral, baixos níveis de escolaridade dificultam uma inserção satisfatória no mercado de trabalho e, muitas vezes, está relacionada a empregos informais ou mal remunerados, o que apenas contribui para reforçar o ciclo de barreiras em que esses jovens já estão inseridos.

Portanto, é necessário combater e diminuir os índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil. A fim de incentivar a permanência escolar com um mecanismo que crie atrativos, o Ministério da Educação (MEC) deve aumentar a oferta de escolas que oferecem um ensino técnico junto ao tradicional ensino médio, bem como bolsas de incentivo por atividades complementares, como olimpíadas de matemática e biologia, por exemplo. Além disso, em parceria com a iniciativa privada, deve aumentar opções de financiamento de cursos superiores com baixos juros, para que esses jovens tenham uma formação de qualidade e consigam competir por melhores colocações no mercado de trabalho.