A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 15/10/2019

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 23% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham. Esse quadro ameaça a economia a médio e longo prazo, já que, de modo geral, o atual mercado de trabalho exige especializações e aprimoramentos constantes, assim o acesso por pessoas com pouco estudo é dificultado. Fatores como educação regular ineficiente e a falta de condições para custear os estudos colaboram para a manutenção do atual quadro.

Em primeiro plano, é necessário destacar que a educação regular no Brasil não atende as necessidades de formação exigidas pelo mercado de trabalho. Assim, a ineficiência educacional acaba dificultando a mudança do atual quadro, uma vez que não atendendo as imposições mercadológicas, esses jovens tem maiores dificuldades de conseguir empregos. De acordo com Immanuel Kant, a educação é uma exigência da vida em sociedade, contribuindo decisivamente para quem o homem é. Dessa forma, assemelhando ao pensamento, o ensino é a principal ferramenta de mudança do cenário contemporâneo.

Ademais, outro aspecto se faz relevante, embora a Revolução Técnico Cientifico Informacional proporcionou maior acesso à informações  e conhecimentos, a formação exigida pelo mercado de trabalho, ainda é de alto custo. A ineficiência do estudo regular dificulta a conquista do emprego pelos jovens e assim a população mais pobre, sem condições de custear uma especialização ou formação superior, acaba fragilizada, por não conseguir custear os custos de vida. Dessa forma, boa parte dessa parcela da sociedade não consegue trabalhar e nem estudar, provocando impasses para a economia do país.

Portanto, é notório que problemas econômicos aliados a educação ineficaz colaboram com a alta taxa de pessoas que não trabalham e nem estudam. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação aumente as ofertas de vagas em escolas técnicas, por meio de adequações em escolas já existentes, como com reformas e contratação de profissionais especializados, para que a formação regular contribua com a formação profissional. Além disso o Governo Federal promova políticas públicas para que o estudante de baixa renda consiga custear seus estudos. Possibilitando assim uma redução nos índices de jovens que nem estudam e nem trabalhem.