A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Na Grécia antiga, o ócio não era valorizado e as únicas pessoas que podiam largar a atividade laboral eram os pensadores, que geralmente já tinha uma boa condição de vida, e podiam se dedicar totalmente a seus estudos. Atualmente, diferente do mundo grego, os jovens acabam valorizando a inatividade, optando por “nem trabalhar nem estudar”. Sem dúvidas, esse problema é causado por um déficit na educação, e consequentemente, resulta em um futuro problema econômico, que precisa ser evitado a qualquer custo, para a construção de uma sociedade melhor.
Primeiramente, segundo o filósofo moderno Immanuel Kant, “o Homem é aquilo que a educação faz dele”. Indubitavelmente, com essa máxima, o pensador deixa claro o papel da escola para a formação das posturas do indivíduo, assim, pode-se inferir que o aumento do número de jovens no ócio é resultado de um déficit na educação De fato, a sociedade vivencia a existência de uma escola com poucos investimentos públicos, consequentemente, com uma estrutura precária e professores mal remunerados. Além disso, a falta de verba é a prova de que o estado é falho em garantir uma boa educação para toda população, uma vez que, uma estrutura deficitária não tem condição para a formação de jovens conscientes da negatividade do ócio.
Outrossim, tem-se que esse déficit educacional, que gera jovens cada vez mais desinteressados com a atividade laboral, resultará em um grave problema econômico. Certamente, a prova disso é observarmos estudos do IBGE (Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística), que afirma que o Brasil é um país jovem, que está passando por processos de envelhecimento. Portanto, isso significa dizer que daqui a alguns anos, os jovens ociosos de hoje serão a maioria da população brasileira, responsáveis por serem peças fundamentais na economia, pois, serão a massa laboral. Indubitavelmente, essa situação é alarmante, uma vez que, toda nação estará nas mãos de adultos mal qualificados e desinteressados pelo mercado de trabalho. Não só, essa situação precisa ser evitada a qualquer custo.
Por fim, tendo em vista os futuros problemas a serem evitados, o Ministério da Educação, deve designar parte de sua verba para palestras obrigatórias, que deveram ser ministradas por professores de sociologia, em todas as escolas, para todos os alunos. Esses encontros devem tratar sobre a importância do trabalho para sociedade, de forma lúdica, visando uma melhor aceitação do público, no intuito de mudar o pensamento da juventude e evitar problemas futuros. Assim, sem dúvidas, as boas heranças de posturas deixadas pelo mundo grego servirão de influência para a construção de uma sociedade melhor.