A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/10/2019

Atualmente , no mundo globalizado, é comum a baixa demanda de emprego e um concorrido mercado de trabalho e é natural que as pessoas busquem estudar para se capacitar profissionalmente visando alguma ocupação social no futuro.Todavia ,na atual conjectura brasileira é observado os altos índices de jovens ,sobretudo mulheres, que não trabalham e nem estudam ,seja por conta da ineficiência de políticas públicas na inclusão dessa faixa etária no mercado de trabalho ,seja em razão do preconceito de gênero recorrente dentro do sistema de trabalho.

Na Suécia , a partir dos anos 90 ,o Governo adotou medidas de combate ao desemprego e a falta de escolaridade da população jovem,com investimentos de até 50% da verba destinada a educação para o ampliamento de vagas de emprego e a escolarização das pessoas sem qualificação necessária para os cargos que exigem conhecimento acadêmico maior,por conseguinte, a Suécia atenuou o problema da geração “nem-nem”.Em contraste a esse fato,o Brasil tornou-se uma referência na América latina com os altos índices de desemprego da população jovem e uma notável taxa de evasão escolar em razão do baixo investimento e preocupação com a classe jovem, e essa postura governamental mal planejada afeta e agrava o problema previdenciário ,pois quanto menos pessoas trabalham menor será a contribuição para o Estado.

Além da questão governamental, outro fator relevante que contribui para o alto índice de desemprego da população jovem é: o sexismo no mercado de trabalho .Segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as mulheres têm 1,7 vezes mais chance de ficarem sem estudo e sem ocupação do que homens na faixa etária de 16 a 29 anos,além de terem que se preocupar com os afazeres domésticos e familiares.Tais fatos explicam o motivo pelo qual o Brasil ainda enfrenta o problema relacionado ao desemprego juvenil ,e demonstra o quanto o sistema de trabalho apresenta um preconceito de gênero enraizado ,visto que, é preferível que as empresas contratem homens com vigor físico do que uma mulher.

Diante do exposto ,faz-se necessário medidas que combatam o sexismo e a alta taxa de jovens sem estudar e trabalhar.Cabe ,portanto, ao Ministério da Educação,adotar políticas públicas que ofereçam e facilitem a inclusão do jovem no mercado de trabalho ,como a criação de escolas e centros de ensino nas grandes cidades e nas áreas afastadas do centro urbano, que ofertem cursos técnicos e profissionalizantes nas diversas áreas de emprego ,para que o jovem no futuro passe a ter alguma ocupação.Ademais,o Congresso Nacional deve aprovar uma lei em que obriguem as empresas a ter no mínimo 40% dos seus funcionários mulheres com objetivo de atenuar a disparidade de emprego entre homens e mulheres.