A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 16/10/2019

No século XIX florescia o ultraromantismo.Na obra " Os sofrimentos do Jovem Werther"  são retratadas às angústias da juventude para com o futuro.Paralelamente, o mundo contemporâneo enfrenta uma “onda” de juvenis não exercendo papel na sociedade,seja por uma padronização cultural nociva, seja por escassez de políticas públicas voltadas para esse grupo.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que a falta da perspectiva de um futuro, pelos jovens, propulsiona o problema.Por esse viés, os filósofos da escola de “Frankfurt”, dissertam que a massificação cultural repercute na perda de identidade do indivíduo perante o mundo.Por conseguinte, os quase adultos carregam consigo uma diversidade de preceitos de vida, mas que , todavia, entram em conflito com a padronização imposta pelas instituições sociais.Assim, nesses cidadãos ocorre uma desilusão acerca da sociedade parecida com a dos românticos,pois,o ambiente competitivo das instituições favorece apenas os que detêm determinadas características.

Além disso, o abandono do Poder Público , refletido na carência de estratégias de inserção desse publico alvo na comunidade, perpetua o revés.Sob esse prisma, o pedagogo Piaget, diz que somente atraveś do conhecimento se cria a possibilidade de ler o mundo. Entretanto, é notável a relação dos dados fornecidos pelo IBGE acerca do público jovem: aumento da criminalidade,evasão escolar e inchamento do mercado informal de trabalho, com o pouco investimento do Estado na inserçao desses na esfera socio-cultural.Assim, a leitura de mundo dos jovens está caótica, afinal eles não tem suporte nessa fase conflitante da vida para conseguir enxergar além do horizonte.

Em suma, combater a ociosidade da juventude perpassa pela melhora do ambiente socio-cultural, bem como o impulsionamento da inserção desse coletivo de mentes nas entidades sociais.Para tanto, as empresas junto ao Governo ,devem incentivar a valorização do indivíduo em frente à padronização excessiva nos ambientes sociais, por meio de regras mais flexíveis no local de trabalho,estudo e lazer.Cabe, então, que sejam feitas exposições  de opiniões ,tal como uma “Ágora” grega, ou seja,visando que os que se encontram nesse período de idade conflitante, tenham voz ativa onde participarem e que sejam valorizados por suas características individuais, por exemplo, o jeito de se vestirem, as músicas que ouvem, o que leem e o que fazem no tempo livre, devem ser reconhecidos.Ademais, os municípios devem estigar que esse contingente exerça sua cidadania, mediante palestras e eventos comunitários, seja buscado um elo entre os jovens e a sociedade,  a fim de que eles se sintam parte de algo maior  e  leitores e escritores de um novo mundo.