A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Na Primeira Revolução Industrial, que ocorreu na Inglaterra, as crianças e adolescentes trabalhavam em troca de um salário ruim, não possuíam direito algum e viviam sob condições desumanas, em ambientes insalubres e hostis. Entretanto, com o avanço social que nasceu de protestos e revoluções, esse cenário mudou. Hodiernamente, o que se observa é um quadro no qual os jovens possuem direitos, porém as oportunidades são escassas, ocasionando os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Diante dessa realidade, convêm analisar as causas e possíveis resoluções para o problema em questão.
Em primeiro plano, é necessário discutir acerca de como a mulher é a mais afetada frente a esse cenário. De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a maioria dos jovens que não trabalham e não estudam são mulheres e de baixa renda. Nesse sentido, infere-se que a condição histórica, a qual a mulher é submetida influencia em sua ascensão social, uma vez que seu papel é cuidar da família e ficar em casa. Dessa forma, muitas mulheres não são estimuladas a ascender socialmente e quando desejam isso, enfrentam diversas barreiras impostas pela família e a sociedade.
Em segundo plano, pode-se citar como uma das maiores causas do problema analisado, a falta de políticas públicas que tenham por objetivo auxiliar esses jovens. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Quando o jovem conclui o ensino médio, ele tem que prestar vestibular, o qual exige um nível educacional que a grande maioria das escolas públicas não oferece. Ademais, esse jovem, diversas vezes, também não consegue um trabalho, uma vez que há dificuldades para ingressar no primeiro emprego. Assim, essa camada da população se vê sem oportunidades e perspectiva de vida.
Portanto, medidas urgentes são necessárias para transformar esse quadro. Com o intuito de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital, que por intermédio do Ministério do Trabalho, será revertido em projetos de inserção do jovem no mercado de trabalho, através da diminuição de impostos cobrados a empresas que empreguem esses indivíduos. Ademais, o Poder Executivo deve aprimorar o ensino nas escolas públicas, por meio do aumento de verbas para a educação. Além disso, esse ensino deve estimular as mulheres a enxergar a si mesmas de maneira diferente, negando a visão imposta pela sociedade patriarcal. Dessa forma, o Brasil será um país que privilegia seus jovens e não os marginaliza.