A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 16/10/2019

Os jovens que não trabalham e não estudam são chamados popularmente de geração “nem-nem”. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa Aplicada(IPEA), revela que somos o país com maior número de pessoas entre 15 e 24 anos na ociosidade. A alta quantidade de pessoas na mocidade que não fazem nada é causado principalmente pela falta de oportunidades profissionais e educacionais.

Primeiramente, vale destacar que a falta de emprego corrobora para o aumento da geração “nem-nem”. Prova disso, é uma pesquisa do IBGE revelando que há mais de 10 milhões de desempregados e os jovens são maioria. Posto isso, medidas públicas devem ser tomadas, pois de acordo com o filósofo Aristóteles, a função da política na sociedade é fazer justiça, portanto, diminuir as desigualdades sociais.

Ademais, a falta de investimento na educação contribui para o aumento dos jovens ociosos. Segundo uma pesquisa divulgada pelo site “G1” em 2018, os jovens que concluíram o ensino médio, em sua grande maioria, não estão matriculados na faculdade ou curso técnico, pois não tem dinheiro suficiente para bancar os estudos. Diante disso, é inadmissível que o problema persista, tendo em vista que todo cidadão tem direito à educação como previsto pela constituição federal de 1988.

É mister, portanto, que o governo federal contribua financeiramente com  ONGs especializadas em oportunidades profissionais aos jovens, a fim de aumentar as vagas de jovem aprendiz e estagiários para que o número de desempregados diminua. Além disso, o INEP deve aumentar as vagas dos programas SISU, FIES e PROUNI, a fim de que população mais carente consiga entrar na faculdade com mais facilidade. Dessa forma, a falta de oportunidades à geração “nem-nem’’ será atenuada.