A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 16/10/2019

No século XXI, surge o termo geração “nem-nem” que designa os jovens que nem estudam, nem trabalham. Infelizmente, esse panorama interfere na economia e desenvolvimento do país, além de limitar a perspectiva de futuro da juventude brasileira.

Deve-se pontuar, antes de tudo, que as condições relacionadas à pobreza, gênero, raça e religião produzem um conjunto de barreiras difíceis de superar. Além do mais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essas limitações prejudicam mais as mulheres, pois são as que possuem menos oportunidades tanto de ingressar nas instituições de nível superior, como no mercado de trabalho, configurando-se um quadro de desigualdade de gênero.

No entanto, paralelo a escassez de oportunidades , falta interesse para estudar, por parte dos jovens. Desse modo, por causa da falta de instrução os indivíduos não estão habilitados para concorrer a uma vaga no mercado de trabalho, provocando uma onda de ociosidade juvenil. Tal situação causa um efeito dominó na economia, pois diminui a População Economicamente Ativa (PEA) , fazendo com que a parcela mais idosa trabalhe por mais tempo dificultando a aposentadoria e fragilizando a agilidade e qualidade do trabalho.

Portanto, é imprescindível que, haja por parte do Governo Federal a iniciativa de publicar propagandas objetivas e conscientizantes, dispostas em anúncios em sites e outdoors , a fim de chamar a atenção dos jovens ociosas para mudarem seus hábitos. Bem como, disponibilizar cursos de qualificação e profissionalização acessíveis para as camadas populares e distribuir subsídios voltados à abertura de empresas e , consequentemente, gerar vagas de emprego. Desse modo, torna-se viavévl a mobilização da geração “nem-nem”.