A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 16/10/2019
Café frio. Cabelo na sopa. Mancha social. Essa enumeração denuncia a visão de incômodo da sociedade sobre a geração de “jovens nem-nem”: não estudam e nem trabalham. Hodiernamente, no Brasil, estão altos os índices da presença desses jovens e junto a isso vem a necessidade de combater esse fenômeno de estagnação do sujeito social. Indubitavelmente, a urgência de mitigar esse processo relaciona-se com o fato de que, se não estuda, o indivíduo tende a permanecer na menoridade e ,se não trabalha, torna-se um cidadão coadjuvante.
Partindo desse pressuposto, é pertinente considerar que o estudo é uma forma de buscar independência e melhora de vida. Dessa forma, os jovens que não buscam se profissionalizar tendem a ficar sob um estado de menoridade. Segundo o filósofo Kant, menoridade é a incapacidade de servir-se do próprio entendimento sem direção alheia, ou seja, sem estudar, os jovens ficarão cada vez menos responsáveis e dependentes de seus pais o que é prejudicial para sua formação dentro da sociedade. Logo, é importante combater o alto percentual de adolescentes que não estudam por meio do esclarecimento, que é a saída do homem de sua menoridade.
Somado a isso, ainda há a preocupação com a presença desses jovens na classificação da população economicamente inativa, visto que a estagnação em que vivem os levam a não trabalhar. Esse fato torna o adolescente um coadjuvante na sociedade uma vez que não possui renda e não produz riquezas, o que não é interessante para o Estado. Consoante a obra " A Sociedade do Cansaço", do estudioso Byung-Chul Han, atualmente vive-se uma sociedade do desempenho, na qual o indivíduo só é interessante caso produza riquezas. Assim sendo, de forma análoga à descrita no livro, o Brasil trata como mancha social os jovens que não trabalham e devido a isso é necessário mudar a perspectiva dessa nova geração.
Portanto, infere-se que é imprescindível mitigar os altos índices da “geração nem-nem”. Para isso, o MEC- como responsável por assuntos relacionados a educação- por meio de disciplinas de base no ensino infantil, deve incentivar o estudo e a inserção no mercado de trabalho desde a infância, porque é nessa fase que se formarão muitos conceitos na mente do futuro jovem. Essa medida intenciona garantir o esclarecimento na vida dos adolescentes, tornando-os protagonistas dentro da sociedade.