A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 17/10/2019

“Pro dia nascer feliz” é um documentário brasileiro que relata os empecilhos enfrentados durante a transição da juventude para a fase adulta. No decorrer do longa-metragem há uma análise feita entre diferentes classes sociais em relação ao investimento no futuro por meio da educação e trabalho, e ambas as classes encontram dificuldades emocionais e estruturais no percurso. De modo análogo a conjuntura atual, existe a ausência de políticas públicas eficazes para a juventude no meio educacional e de trabalho. Portanto, torna-se necessário a dissolução dessa situação.

Em uma primeira análise, é preciso discutir o quesito emocional do adolescente em relação a problemática. Nesse sentido, segundo a filósofa Simone Bauvoir “Viver é envelhecer, nada mais” , ou seja a passagem da juventude para a fase adulta é normal, porém os valores econômicos e intelectuais são atribuídos de forma exacerbadas na sociedade hodierna. Em consequência disso os jovens temem essa transição devido as incertezas em relação ao futuro e como promovê-lo por meio do estudo e trabalho, visto que esses tornaram-se mecanizados, diferente da análise de Simone. Logo, depreende-se que o emocional desses indivíduos não é trabalhado como deveria para enfrentar tal obstáculo.

Ademais, no que se refere a estrutura social vigente - escolar e empregatício - , ocorre a inoperância estatal em relação a promoção de vagas de emprego e infraestrutura educacional. Nesse contexto, de acordo com o Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), cerca de 28% de jovens são desempregados, isso devido as dificuldades do ingresso no mercado de trabalho contemporâneo, esse  que necessita de especialização e experiência . Além disso, as estruturas escolares não oferece suporte ao aluno que necessita, e em consequência disso acontece a evasão escolar, no qual os alunos abandonam o ensino fundamental, médio ou superior. Desse modo, torna-se claro o desdém estatal para com os estudantes e os que procuram emprego.

É inerente, portanto que fatores emocionais e estruturais implicam para a persistência dos altos índices de jovens que não estudam e nem trabalham. Para reverter a situação, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Organizações não governamentais (ONG’s), promova uma campanha sobre a importância da educação e trabalho do ponto de vista individual, realizada em escolas e comunidade em prol do bem dos jovens. Tal campanha deve ser efetuada por meio da elaboração didática por profissionais da área. Isso com o objetivo de arrecadar investimentos para manter os estudantes através de subsídios e oferecer suporte emocional especializado nas escolas. Com isso, espera-se que o público alvo entenda o sentido normal do procedimento, assim como prevê Simone Beauvoir e por fim, evitar realidade como a do filme mencionado.