A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/10/2019
Investimentos estatais básicos permitem promover à dignidade do cidadão comum diante problemas da sociedade. Hoje, no entanto, o cenário dos jovens no ambiente educacional e de trabalho mostra-se extremamente comprometido. Nessa perspectiva, é necessário entender o que deve ser feito para combater a dificuldade de trabalhar e estudar no Brasil.
Primeiramente, percebe-se que a inclusão do jovem no mercado de trabalho brasileiro não é efetiva. De fato, a sociedade de consumo atual inibe uma parcela a ter uma proatividade em procurar algo, entretanto, o problema enfrentado por muitos está além de sua vontade, fatores socioeconômicos, gênero e local onde moram são decisivos para conseguir ou não a vaga.
Além do meio comercial, sabe-se que a oportunidade de estudos é precária. Sem dúvidas, há no meio educacional bolsas para o ingresso em cursos e universidades, e a possibilidade de estudar em qualquer universidade no país pelo ENEM. Todavia, a distância do deslocamento junto com a impossibilidade financeira de se mudar para o local ou a dificuldade de trabalhar para bancar-se e estudar em um lugar distante do emprego, impedem o estudante de seguir em frente.
Logo, é perceptível que há um entendimento equivocado da situação do “jovem nem-nem”. O Estado junto com o Legislativo deve criar leis para a melhor locomoção do trabalhador, iniciar incentivos fiscais para empresas poderem custear passagens, e que o Governo faça projetos de estudo e cultura pelas redes sociais, para incentivar os estudantes. Somente assim haverá uma melhora no quadro de jovens que nem estudem e nem trabalham no Brasil.