A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/10/2019
No ano de 2008, o mundo foi assolado pela crise econômica pela qual enfrentou os EUA. Tal desastre financeiro afetou todos os setores da sociedade, inclusive as ofertas de emprego. Em consequência dessa condição de instabilidade financeira, no Brasil, muitos jovens perderam as expectativas de um futuro melhor optando por não estudar e até mesmo por não procurar trabalho devido as dificuldades encontradas. No entanto, essa situação de comodismo deve ser combatida debatendo-se sobre suas causas e consequências para que a juventude atual desenvolva o poder da resiliência.
Em primeiro lugar, vale destacar que, de acordo com o psiquiatra Augusto Cury , os sonhos são os responsável por dar sentido à vida. Nessa lógica, percebe-se que problemas socioeconômicos proporcionados pelo capitalismo vigente desestimulam os jovens na buscam por se realizarem profissionalmente, uma vez que, as dificuldades financeiras dentro de casa e as altas taxas de desemprego e competitividade profissional contribuem para o desenvolvimento da comodidade pela qual a juventude tem optado. Entretanto, esse quadro atual da falta de estudos e de experiências no mercado de trabalho, evidencia um futuro de adultos desqualificados e que estarão a margem das oportunidades sociais.
Ademais, as consequências para os jovens por não saírem da zona de conforto são, inevitavelmente, negativas. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, comportamentos que desviam do padrão pré-estabelecidos pela sociedade tendem a sofrer coerção e pressão social. Nesse sentido, os jovens dessa atual geração estão à mercê de em um futuro bem próximo não conseguirem melhores postos de trabalho já que não possuem especializações e estudos completos, além de terem que lidar com a pobreza e miséria, uma vez que, possibilidade de salários melhores será uma condição distante.
Logo é mister que as Organizações não Governamentais (ONGs) de Apoio à Educação ajudem a mitigar essa problemática. Tal medida pode ser realizada por meio da identificação e visitas em lares que possuem jovens que não estão frequentando a escola ou que estão sem trabalho a fim de incentivá-los ao retorno dessas atividades. As ONSs podem, por exemplo, mostrar dados estatísticos que comprovam o quanto que os estudos influenciam na disputa por uma vaga no mercado de trabalho em tempos de crise e da sua importância no desenvolvimento de habilidades, como a resiliência que poderá ser desenvolvida em uma aula de educação física, à exemplo. Assim será possível reverter esse quadro e promover uma geração mais ativa e sonhadora.