A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Durante a Revolução Industrial, que aconteceu no século XIX, surgiu a classe dos proletariados, que era composta por indivíduos que vendiam sua força de trabalho e recebiam um salário em troca. Na contemporaneidade, nota-se a formação e o crescimento de um outro grupo constituído por brasileiros que não trabalham e não estudam. Nesse contexto, torna-se premente analisar as principais causas desse cenário: a desigualdade de gênero e a inobservância estatal.

Em primeiro lugar, é indubitável que o comportamento machista de parte da sociedade contribui para o aumento do número de mulheres que não se desenvolvem academicamente ou profissionalmente. De acordo com o jornal El País, 66% dos indivíduos que não trabalham ou não estudam são mulheres. Esse número preocupante é consequência de uma sociedade patriarcal, que insiste em propagar a ideia retrógrada de que as mulheres devem se dedicar somente aos afazeres domésticos.

Outrossim, é válido ressaltar que a falta de políticas públicas no que tange à capacitação profissional da população brasileira gera grande impacto negativo. Segundo o filósofo Thomas Hobbes e o conceito de contrato social, o Estado tem a obrigação de cuidar dos interesses dos seus cidadãos. Entretanto, esse cuidado não é experimentado na prática, pois o número de indivíduos incapacitados profissionalmente é alarmante e isso os impedem de entrar no mercado de trabalho.

Portanto, a fim de garantir a redução dos altos índices de brasileiros que não estudam e não trabalham, cabe ao Ministério do Trabalho, por meio da implementação de polos profissionalizantes nos bairros das cidades, ofertar cursos básicos de serviços - como informática, mecânica, costura e demais opções - para capacitar a comunidade e facilitar seu acesso ao setor laboral. Concomitantemente, o Ministério da Mulher deverá lançar campanhas midiáticas sobre a importância da mulher nas universidades e empresas, para que a igualdade de gênero seja alcançada.

Dessa forma, a sociedade brasileira estará apta a revolucionar o país.