A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

A partir da globalização e, portanto, da possibilidade de deslocamento de mão de obra entre os países, as exigências para ingressar no mercado de trabalho aumentaram. Em contrapartida, no Brasil, os jovens, apesar de serem visto como futuro da nação, cada vez mais, abandonam a escola, principalmente aqueles que não visualizam uma melhora nas suas condições de vida, tornando-se menos competitivos na adquirição de um emprego. Dessa maneira, com um baixo grau de escolaridade, verifica-se o aumento do números de indivíduos na geração “Nem-Nem”, isto é, que não trabalham nem estudam, sendo um risco para o colapso da economia brasileira.

No raciocínio desse contexto, sabe-se que há uma forte desigualdade social no país, a qual contribui com as dificuldades de inserção dos adolescentes, principalmente de baixa renda, no mercado de labuta, já que eles não têm educação pública de qualidade. Dito isso, ao invés de ocorrer investimentos nesse setor social, como feito pelo Japão durante a Era Meiji, fator que proporcionou essa nação a formar vários profissionais considerados os mais capacitados do mundo, o Estado brasileiro é omisso quanto a melhoria das condições estruturais dos centros de ensino públicos. Desse modo, sem as ferramentas necessárias para promover o interesse desses sujeitos em ascender economicamente na vida por meio do estudo e do trabalho, eles preferem abandonar essa condição e tentar outros métodos para sobreviver, como descrito na música do Pink Floyd, “Another Brick in The Wall”, no verso, “Não precisamos de educação”, o que corrobora com elevados índices da interseção entre desemprego e evasão escolar.

Devido a essa postura, a área econômica encontra-se em risco eminente, já que esses indivíduos deveriam estar fazendo parte da População Economicamente Ativa, a qual sustenta os demais setores populacionais. Assim, no meio de uma situação de envelhecimento populacional, a qual demonstra a indispensabilidade de maior contigente de pessoas especializadas trabalhando para gerar renda e sustentar a previdência social, o coletivo “Nem-Nem” é um empecilho para o desenvolvimento do país. Dessarte, a soma da falta de resiliência dos jovens atuais com as péssimas circunstâncias as quais são expostos, gera um contigente populacional ineficiente no abastecimento econômico do Estado e propenso a permanecer nessa conjuntura em decorrência da falta de políticas públicas.

Visto que as falhas na oferta de educação de qualidade afetam na economia, novas ações são necessárias. Cabe ao Ministério do Trabalho e ao de Educação propiciar o interesse dos jovens em se formar, por meio de campanhas nas escolas que mostrem os requisitos e empecilhos para entrar no mercado de trabalho, a fim de que eles repensem sobre as suas atitudes e busquem um futuro melhor.