A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 19/10/2019
Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, assim como ao bem-estar social. Contudo, a negligência do Estado, associada à uma série de fatores limitantes, fazem com que uma pequena parcela da população que não possui emprego ou não estuda e está sujeita aos possíveis efeitos dessa situação, acabe por ter alguns dos seus direitos negados na prática. Nessa perspectiva, é necessário que tal problema seja amenizado, a fim de formar uma sociedade mais desenvolvida.
Convém ressaltar, a princípio, a falta de medidas do Estado como fator determinante para a permanência do problema. Segundo o pensador Aristóteles, a função da política é garantir a felicidade da população. Entretanto, verifica-se o contrário no Brasil, na medida em o Governo não oferece meios de qualidade para que jovens concluam a sua formação educacional, ou oportunidades para que esses adentrem no mercado de trabalho, o que acaba por desmotiva-los, gerando indivíduos ociosos, algo que demonstra o porquê do país ocupar apenas a posição de número 79 no ranking de IDH.
Além disso, outra dificuldade enfrentada é a questão da influência de problemas externos. De acordo com o site ‘‘Veja’’, existem mais de 20 milhões de desocupados entre 19 e 23 anos no país. Nessa lógica, infere-se que vários fatores contribuem para a situação apresentada, destacando-se dentre esses o preconceito, seja ele racial ou por conta do gênero, a falta de condições financeiras, a gravidez precoce, além da falta de experiência, que dificultam a entrada de jovens na área do trabalho, bem como a finalização do seu processo de educação.
Portanto, algo deve ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Superministério do Desenvolvimento Social, por meio de políticas públicas, deve abrir o debate sobre o tema no âmbito do Legislativo para que haja o sancionamento de leis que busquem facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho, utilizando-se das cotas para tal ação, além de conceder incentivos para aqueles que pretendem seguir no meio acadêmico e ,ainda, por meio de parcerias com mídias comunicativas, lançar propagandas com o fito de influenciar jovens a deixarem o estado de ociosidade. Somente dessa forma, o problema será gradativamente erradicado e evitará que os direitos naturais garantidos na Constituição continuem a ser desrespeitados.