A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 18/10/2019

Na série da Globo “A grande família”, é retratado o cotidiano de uma família residente do subúrbio carioca. Nesse contexto, um deles se destaca: apelidado por “Tuco”, esse primogênito se apresenta como irresponsável, descompromissado e preguiçoso. Fora da ficção, a realidade ambientada pela Globo reflete a geração “nem-nem” do Brasil contemporâneo: gradativamente, o descaso público aliado à ausência de diálogo familiar corroboram para a acensão dessa geração do ócio.

Segundo uma passagem da bíblia, encontrada no livro de Mateus, “Toda árvore que não produz frutos é cortada e atirada ao fogo”, isto é, tomando-a como base para a discussão verifica-se que aqueles jovens quem não trabalham e nem estudam geram despesas que não têm retorno para o Estado. Logo, essa situação deve ser interrompida. Ainda, de acordo com Harbemas, a melhor maneira de resolver um impasse é através da razão dialógica, ou seja, a partir do debate livre e racional entre os envolvidos. Para tanto, a prática de criar metas e objetivos para o futuro deve ser  primeiramente cultivada em casa, com incentivo dos genitores.

Somado a isso, de acordo com o filósofo contratualista Tomas Hobbes é dever do Estado garantir o ordenamento harmônico da sociedade. Entretanto, na medida em que se faz análise de dados obtidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada de 2015-os quais revelam a porcentagem de jovens que simultaneamente não estudam e nem trabalham beirando os vinte e três porcento da população- observa-se a grave violação ao contrato social de Hobbes. Dado que, essa situação confronta a ordem da sociedade, emergindo como uma anomia para ela.

Portanto, a fim de que casos como o de Tuco não sejam mais reflexos dos jovens brasileiros, é fundamental a protagonização do Estado. Diante disso, mediante uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, realizada pelo Congresso Nacional, busca-se por meio das escolas a realização de palestras e debates com os alunos da rede básica. Ministradas por psicólogos especializados em lidar com vocação de carreira, além de economistas, com intuito de transmitir de forma lúdica e interativa a importância que há para o desenvolvimento econômico e social do país quando o jovem possui um horizonte-metas para o futuro- não representando apenas despesas sem retorno. Junto a isso, é fundamental que os país e responsáveis também interfiram, usando o diálogo como base para tal tarefa. Assim, o país caminhará para uma realidade em que o contrato social formulado por Hobbes será plenamente respeitado pelo Estado.