A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 25/10/2019
Em 1950 iniciou-se a 3º Revolução Industrial, caracterizado pela robotização das linhas de montagem e exigência de mão de obra qualificada. No entanto, a ausência de de políticas públicas para absorção dos trabalhadores excedentes, bem como investimentos educacionais tem resultado na chamada geração “nem-nem”, isto é, nem empregado, nem estudando, no qual é predominante o setor de baixa renda e feminino,
Em primeiro plano é válido ressaltar que, conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) 1 em cada 5 jovens pertence ao grupo. Condição na qual está alheia à vontade do indivíduo, visto que, na falta de oportunidades geridas pelo governo, tendo em vista a escassez de cursos técnicos de qualidade gratuitos para concorrer e estimular o mercado, se tornam vulneráveis sociais, a caminho da pobreza e situação de rua. Com efeito, compromete a mão de obra e inviabiliza o crescimento do país.
Em segundo, embora o quadro demográfico atual possua em sua maioria uma população em idade de participação econômica, o sistema patriarcal que transfere tarefas domésticas e a educação parental às mulheres dificulta ainda mais o ingresso de cidadãs no mercado de trabalho e nos estudos, uma vez que, segundo o professor, Adalberto Cardoso da UERJ explica que, a taxa maior de “nem-nem” está entre as jovens até 29. Condição da qual além de agravar a situação, mantém padrões sociais.
Portanto, são imprescindíveis medidas que mudem esse painel. Para isso, é dever do Ministério da economia crie projetos que assegurem a mão de obra nacional, como obras públicas de infraestrutura, a exemplo de redes de metrôs e espaços de lazer, de tal forma que empregue a população na medida que são disponibilizado espaços para uso social. Outrossim, é preciso que o Ministério da educação invista maiores recursos à educação para fim de modernização, como mais laboratórios e aulas práticas, de maneira que estimule principalmente o setor feminino a seguir uma profissão.