A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 20/10/2019

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure a todos os cidadãos brasileiros educação de qualidade e trabalho digno, tem-se os jovens como parcela excludente desses direitos no Brasil. Nesse contexto, tem-se os altos índices de adolescentes e juvenis que nem estudam e nem trabalham como reflexo de um país não desenvolvido. Isso ocorre devido a falta de oportunidade no mercado laboral, bem como da falta de incentivo governamental.

Nesse sentido, é válido pontuar sobre a ausência de oportunidades no mercado laboral para os jovens como um dos colaboradores par extensão da problemática, uma vez que por não haver vagas suficientes ou direcionadas para essa faixa etária, acaba incentivando-os a deixarem de estudar e buscar um meio de sustento nos trabalhos informais. Esse fato pode ser comprovado por pesquisas realizadas pela Universidade de São Paulo (USP), as quais afirmam que apenas 17 % dos jovens conseguem um trabalho durante o ensino básico. Desse modo, fica nítido o descaso por parte das empresas com os jovens brasileiros, haja vista que por não fomentarem mecanismos capazes de incluir esses indivíduos no mercado laboral e, por conseguinte, torna-lo um trabalhador digno  que possa arcar com suas despesas escolares e casuais, acaba corroborando tanto para o índice de evasão escolar, para conseguir sustento próprio de maneiras ilícitas, quanto para o número de pessoas com problemas psicológicos, por se considerarem incapazes de atuar no mercado de trabalho brasileiro.

Outrossim, a falta de incentivo governamental para manter o jovem no campo educacional é um fator preponderante da problemática, já que o Sistema público não dispõe de artifícios capazes de auxiliar e colaborar nas despesas diárias dos estudantes. Essa questão se correlaciona com a assertiva do engajado filósofo em questões sociais, Paulo Freire, o qual afirma que o Estado investe pouco em educação, por que só ela é capaz de destruí-lo. Dessa forma, fica evidente o descaso dos órgãos públicos com o corpo discente,  tendo em vista que por não fomentarem meios que consigam reduzir o índice de evasão escolar, como vagas de estágio e bolsas-auxílio, acabam colaborando para a saída dos cidadãos das escolas por não possuírem condições financeiras para arcar com os custos necessários como transporte e alimentação diária.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação elabore programas que, por meio de parcerias com instituições privadas, como bancos e multinacionais, ofertem vagas destinadas a alunos da rede pública e de baixa renda, bem como intensifiquem os programas de auxílio ao estudantes , com a promoção de bolsas de pagamentos mensais para suas despesas, com o fito de tanto ofertar vagas de emprego no mercado laboral, quanto incentivar o jovem a continuar na escola.