A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 20/10/2019
O bônus demográfico de um país é fundamental à consolidação da População Economicamente Ativa (PEA), a qual é composta por jovens e adultos inseridos na lógica do mercado. Ao analisar, contudo, o contexto brasileiro, nota-se que o país caminha na contramão desse preceito, uma vez que desperdiça um potencial grande de mão de obra juvenil. Sabendo que essa força de trabalho se encontra ociosa entre os indivíduos que nem estudam e nem trabalham, é necessário buscar ações que combatam essa situação, a fim de melhorar o cenário econômico do Brasil externa e internamente.
Covém avaliar, em primeiro lugar, que a eliminação das altas taxas de jovens desocupados no país é ideal à inserção mais significativa da nação no contexto do Capitalismo Técnico-Científico-Informacional. Quando se observa o contexto global, nota-se que grandes potências como os Estados Unidos e o Japão colocaram o investimento educacional do jovem como um degrau importante ao crescimento socioeconômico. Nesse sentido, percebe-se que a falta de iniciativa brasileira para incorporar na economia esses indivíduos que não estudam nem trabalham afasta o país de maior expressividade no cenário mundial.
Cabe ressaltar, além disso, sobre o ponto de vista da economia interna, a necessidade de se combater a existência de jovens nessa situação. Nos últimos anos, a polêmica reforma da previdência está sendo discutida por inúmeros vieses. É preciso notar, contudo, que, apesar de muitas reuniões, se esquecem desse grande “exército de reverva” existente entre a juventude. Pensando-se através do funcionamento da “previdência solidária”, constata-se que a inserção do jovem à PEA é importante para construir um grupo de trabalhadores maior, capaz de sustentar os idosos aposentados.
Fica claro, portanto, que é essencial a redução do grande número de jovens desocupados. Logo, para se efetuar essa ação, é importante frear os cortes dos investimentos no Ministério da Educação. A fim de impedir o sucateamento das instituições de ensino, as quais podem integrar essas pessoas em um ambiente adequado de profissionalização. Para tanto, a pressão dos cidadãos ao governo pelas redes sociais pode ajudar. Ademais, o aperfeiçoamento do programa “Jovem aprendiz” pode contribuir para anexar o jovem ao mercado de trabalho. Cabendo, assim, ao executivo investir nessa ação social, para que se mantenha e melhore o projeto.