A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na Grécia Antiga, o trabalho era considerado uma tarefa desprovida de virtude. Hodiernamente, o Brasil enfrenta dificuldades no que se refere ao elevado índice de jovens que não trabalham nem estudam. Isso deve ser enfrentado, uma vez que a Constituição Cidadã de 1988 garante a todo o cidadão o direito à educação e ao trabalho. Em face ao exposto, dois aspectos fazem-se relevantes: o estigma gerado pela expressão “jovens nem-nem” e a carência de políticas públicas.

Em primeira análise, é lícito postular que a expressão “jovens nem-nem” gerou um estigma no corpo social, visto que sustenta a ideia de que os jovens encontram-se nessa situação, pois não buscam emprego. Entretanto, uma pesquisa do  Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostrou que cerca de 31% dos jovens nem-nem desejam ingressar no mercado de trabalho, ou seja, estes não são ociosos. É fundamental, portanto, que sejam tomadas as medidas cabíveis para desconstruir os estigmas sociais.

Outrossim, é importante destacar a escassez de políticas públicas para auxiliar no ingresso e permanência dos jovens no mercado de trabalho. De acordo com o site UOL, há um elevado número de jovens que estão desempregadas, pois  não há subsídios para o transporte e maior oferta de creches para que as mulheres possam conciliar trabalho e estudo. Destarte, faz-se necessário o investimento em educação e treinamentos a fim de capacitar os jovens para ingressar no mercado de trabalho.

Por conseguinte, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como forma de garantir isso, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Trabalho, devem desenvolver um projeto de capacitação para os jovens, nas instituições de ensino, por meio de palestras, com profissionais de diversas áreas, com o objetivo de possibilitar uma  transição bem-sucedida dos estudos para o mercado de trabalho. Dessa forma, poder-se-á diminuir os índices de jovens nem-nem, por consequência, promover a equidade social.