A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 21/10/2019

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o escasso índice de jovens que não possuem uma perspectiva não só acadêmica, mas também profissional, apresenta obstáculos que dificultam a concretização dos planos de More. Logo, esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental, quanto da pouca resistência juvenil diante desse cenário nacional.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o baixo índice estudantil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável pelo bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. É inegável que a falta de atuação das autoridades nos setores educacionais como escolas públicas e estaduais reflete essa adversidade. Ainda que exista boas escolas, grande parte não possuem infraestrutura não apenas nas salas, como também no material ofertado, além da recorrente falta de professores para exercerem o cargo devido o atraso do pagamento salarial. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postural estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar à desistência educacional por parte dos jovens como impulsionador do problema. Apesar de alguns estudantes conseguirem enfrentar tais empecilhos, hodiernamente, grande parte não consegue superar as dificuldades impostas nesse âmbito, desistindo logo após o ensino médio ou durante o estudo superior. Consoante aos dados publicados pela revista Veja, dos 26 milhões de indivíduos que participaram da pesquisa, 6,5 milhões não concluíram a faculdade por pouca perseverança. Em virtude dos fatos mencionados, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a insuficiência da persistência contribui efetivamente para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar os baixos índices de desistência educacional, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido no investimento de escolas carentes, por meio não só de reformas em salas e bibliotecas, como também na disponibilização de materiais como livros, cadernos e cadeiras confortáveis, com intuito de incentivar jovens à prosseguirem nos estudos. Outrossim, convém ao indivíduo ter uma mentalidade de vencedor diante da esfera social, através não só da tenacidade dos problemas, mas também adaptando-se ao meio, independentemente das condições do mesmo. Dessa forma, a sociedade nacional não só ficaria mais forte, como poderia alcançar a Utopia de More.