A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 23/10/2019
A Coréia do Sul, país que foi subdesenvolvido durante décadas, destaca-se hoje como um dos maiores IDHs mundiais. Entretanto, contrário ao Tigre Asiático que alcançou tal feito com massivos investimentos em educação, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Brasil perpassa por um período em que 23% de seus jovens não estudam, nem exercem atividades remuneradas (“nem-nem”). Tais números, explicitam o enorme déficit de indivíduos especializados e economicamente ativos no Brasil, tornando-se um grande problema atual e futuro.
Outrossim, ao analisar as variações demográficas observadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE), nota-se o início de um processo de envelhecimento populacional. Visto que, houve-se quedas nos índices de fecundidade e avanços na perspectiva de vida, o que aumenta o número de idosos e diminui o de jovens que, futuramente sustentariam a economia - tornando-se urgente sua resolução, uma vez que a população necessitará de maiores investimentos na previdência. Porém, tais capitais se tornariam escassos devido aos baixos números da classe trabalhadora.
Ademais, grande parcela encontra-se em tal situação devido a altas taxas de desemprego e recessão econômica brasileira. Algo que, induz empresas a selecionarem mais seus funcionários e buscarem frequentemente cortar gastos demitindo o excesso. Medidas essas que agravam a situação, visto que grande parte desses jovens possuem baixa formação universitária e pouca experiência profissional.
Torna-se, portanto, necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie programas de planejamento profissional nas escolas, para que através de discussões e palestras, orientem os alunos a planejarem suas carreiras e desenvolverem suas habilidades junto ao professor. Ademais, urge que o Poder Público, através de investimentos na educação, faça melhorias qualitativas no ensino público e univeritário. De maneira que, semelhante ao tigre asiático, haja um crescimento exponencial do país junto a valorização da educação e a inserção do jovem na economia.