A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 21/10/2019

No Brasil, existem 13 milhões de desempregados segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse sentido, o crescente índice de jovens que não trabalham e não estudam no Brasil representam um problema a ser combatido de forma mais organizada pela sociedade a fim de reduzi-lo. Sob esse aspecto, faz-se necessária a análise das principais causas, consequências e possível medida para a atenuação desse impasse.

Em primeiro plano, a negligência estatal figura como fator determinante para a permanência desse problema. De acordo com o filósofo Aristóteles a política é a arte de governar com o objetivo no bem-comum. No entanto, no Brasil, com a falta de políticas públicas voltadas à inserção do jovem no mercado de trabalho e de melhorias na educação, o conceito aristotélico é deturpado e prejudica os indivíduos. É, pois, inadmissível que o Estado seja omisso em relação às melhorias que são necessárias para resolver esse problema social.

Em segundo plano, o aumento da desigualdade social é um dos legados dessa problemática. O indivíduo que não possui o acesso à educação de qualidade e o mercado de trabalho é prejudicado em sua ascensão social. Nesse sentido, a evasão escolar aumenta, tornando os indivíduos alienados e com dificuldades de arranjar trabalho e isso corrobora um quadro negativo para eles, pois contribui para aumentar a exclusão social. Dessa maneira, o país se distancia do status de desenvolvido o que contribui para o aumento da pobreza.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar esse problema no meio social. Sendo assim, o Ministério da Educação deve investir na infraestrutura escolar, por meio de melhorias no ambiente escolar, com materiais didáticos e com a ajuda de psicólogos para ajudar o indivíduo a ter perspectivas para o seu futuro. Espera-se, com isso, reduzir o quadro de evasão escolar para melhorar a situação de jovens que não estudam e não trabalham.