A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 22/10/2019
A geração nem-nem, existente no século XX, é formada por jovens que não trabalham e nem estudam. No contexto brasileiro, conforme afirma o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), mais de 25 milhões de jovens entre 15 e 24 anos compõem esse grupo, número alarmante , e que precisa ser combatido, haja vista que são pessoas com alta capacidade de produção econômica e social. Nesse viés, dois fatores fazem-se relevantes: a carência de investimentos estatais e a desigualdade de gênero. Por isso, medidas são necessárias a fim de mitigar tal chaga social.
Em primeiro lugar, é indubitável que a baixa infraestrutura, motivada pela carência de verbas, contribui com a problemática. Nesse sentido, de acordo com o economista Arthur Lewis, a educação nunca foi despesa, mas investimento com retorno garantido. Sob tal ótica, verifica-se que a realidade das escolas brasileiras rompe com essa máxima, haja vista que são poucas instituições que conseguem qualificar os jovens para o mercado de trabalho, por exemplo. Como desdobramento, muitos jovens terminam os estudos sem uma qualificação e isso dificulta a empregabilidade deles. Comprova-se tal fato, por meio de dados divulgados pelo portal G1, que 41% dos jovens recém formados procuram trabalho, porém não conseguem se empregar, pois muitas empresas solicitam qualificação profissional.
Outrossim, atrelado aos baixos investimentos governamentais, destaca-se que, o machismo presente na sociedade brasileira impulsiona a adversidade. Isso acontece, por que ao longo do tempo, construiu-se em volta da personalidade feminina, que elas nasceram para cuidar dos lares. No entanto, apesar delas serem maioria na sociedade, segundo o Ministério da Mulher, de existir movimentos sociais e órgãos públicos, com vistas a quebrar esse estereótipo, tal visão ainda persiste na realidade, o que acarreta nos impasses para elas trabalhar e estudar. Como desdobramento, muitas casam e têm uma gravidez precoce brevemente, à título de exemplo, o que acarreta na evasão escolar e dependência patriarcal.
Portanto, com objetivo de atenuar a problemática e diminuir o número de jovens que estão contido na geração nem-nem, cabe ao Ministério da Educação desenvolver cursos técnicos profissionalizantes nas escolas, por meio de políticas públicas, com o objetivo de que os jovens passem a ter uma qualificação profissional e possuem uma maior probabilidade de ser empregados. Ademais, é dever da mídia criar ações de merchandising social, por intermédio da inserção de temas referentes a quebra de estereótipos, em obras de artes, tais como telenovelas e filmes, com o objetivo de que as mulheres não sejam limitadas por uma visão social.