A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 23% dos jovens brasileiros não estão estudando e nem trabalhando. Esse dado revela a instabilidade vivida pela população juvenil, que vê como causa a falta de políticas públicas necessárias para mantê-los nas escolas e a crise econômica brasileira, diretamente relacionada carência de oportunidades de empregos. Dessa maneira, é necessário o Estado atuar nas causas da ausência de projetos governamentais que auxiliem os jovens a terem o primeiro emprego e buscarem a qualificação, bem como trabalhar nas consequências geradas a essa faixa etária que não trabalha e, também, não estuda.

De acordo com o pensamento do sociólogo Émilie Durkheim, Fato Social é um acontecimento histórico que moldou o comportamento da sociedade atual. Essa compreensão se baseia na valorização do trabalho em detrimento ao estudo por muitos brasileiros devido a demora no retorno financeiro. Assim, principalmente em áreas periféricas, a falta de auxílio para permanência na vida acadêmica faz muitos jovens não se interessarem na qualificação profissional. Dessa maneira, o país fica com falta de mão de obra especializada, prejudicando a economia e contratando estrangeiros para os cargos.

Ainda, é possível citar, nessa temática, o distanciamento entre as empresas e universidades, algo que afeta os estudantes para conseguir o primeiro emprego. Essa situação prejudica o jovem no mercado de trabalho, pois a dificuldade de ingresso faz com que muitos fiquem desesperançosos e permaneçam estáticos a esse caso. Dessa forma, o Estado deve agir para integrar a população nessa faixa etária, a fim de facilitar a vida econômica dos jovens.

Conclui-se, portanto, a fundamentabilidade das ações públicas para integração dos jovens ao estudo e a empregabilidade. Para tanto, torna-se essencial que o Estado, mediante o Ministério da Educação, faça  programas de bolsas para os estudantes, em especial aqueles com menor condição financeira, com passe escolar  gratuito nos transportes coletivos, além de passe para alimentação nas escolas e institutos, para assegurar a continuação da população juvenil nas escolas e faculdades. Também, seria que extrema importância que os ministérios e secretarias municipais disponibilizassem vagas de empregos nas instituições públicas, com o intuito de empregar esses jovens desocupados.