A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 22/10/2019

Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas ações. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que a questão da necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham ainda está em debate - o que explicita a falta de Políticas Públicas para a formação plena dos cidadãos.

No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para proporcionar condições íntegras aos jovens. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo, dentre outros direitos, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, viver de forma justa e coesa, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.

Contudo, medida como essa não capaz de atenuar, verdadeiramente, os casos de jovens que nem estudam nem trabalham, pois, devido à baixa qualidade da educação – que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer o mercado de trabalho, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de abandono escolar e gravidez na adolescência, motivados, principalmente por aspectos socioeconômicos. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, o elevado desenvolvimento dos casos de jovens que nem estudam nem trabalham não serão atenuados, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês Jean-Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Formação Cidadã e Empreendedorismo, mas também – em parceria com as escolas- desenvolva nas comunidades, palestras e campanhas publicitárias, a fim de trabalhar temas sobre educação e o mercado de trabalho, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.